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Igreja
Presbiteriana Independente de Vila Carrão |
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"Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6:14)
Cada vez que vai à igreja, Lúcia renova sua esperança de, um dia, estar sentada ali, naquele mesmo lugar, quase "no gargarejo", acompanhada do marido. Na hora dos cânticos ou das orações em família ela sente um calafrio na espinha e uma dor no coração. Sempre olha ao redor e com um sorriso tenta esconder sua frustração ao ver casais abraçados, com filhos no colo e alegria no olhar. "Preciso me segurar para não chorar", confessa. A história de Lúcia é bem mais comum do que se imagina. Embora a advertência do apóstolo Paulo seja milenar, são muitos os que se colocam em jugo desigual, casando-se com um incrédulo. E sofrem com isso. Para alguns, o casamento veio antes da conversão; mas o jugo é o mesmo, e a tristeza e ansiedade também. Maria Helena passou pelas lutas de Lúcia mas alcançou a vitória. Só que depois de 25 anos. "Foram mais de duas décadas orando, mas eu não desisti, e sabia que Deus também não desistiria dele", fala. A conversão do marido ocorreu quando o testemunho falou mais alto que as palavras. "Em lugar de falar sobre a necessidade dele se entregar a Jesus, orava e buscava ser a melhor esposa do mundo", revela. Com Isabel também foi assim. Ela se converteu depois de casada, mas nem por isso foi privada das lutas de viver por 6 anos em jugo desigual. "Foi terrível; sempre quando eu estava de saída para a igreja o inimigo jogava uma flecha e acabávamos discutindo; então comecei a, nessas horas, me trancar no banheiro e guerrear; eu dizia que não aceitava aquilo, que não iria brigar, e que meu marido pertencia a Jesus". E a conversão veio. "Mas ele precisou notar em mim que isso iria trazer benefícios, meu testemunho de vida foi fundamental", conta.
Testemunho, a palavra chave A expressão genuína de uma vida com Jesus sempre foi essencial para levar o evangelho à toda a criatura, começando por aqueles que estão ao seu redor. O mesmo apóstolo Paulo escreveu "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" (Gálatas 5:25), ou seja, se você diz que é filho, servo e escolhido do Deus Altíssimo, mostre isso na prática. Mostre que isso gera transformação de vida (para melhor). Mostre que vale à pena. Entre casais onde um dos dois não é convertido, é comum se ouvir a reclamação de que o outro (o que entregou a vida a Jesus) virou fanático, dá mais valor à igreja, está deixando a família de lado. Artimanhas demoníacas à parte, é preciso tomar cuidado. "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo." (I Timóteo 5:8) Muitas vezes nós, como cristãos, queremos fazer aquilo que cabe ao Senhor e nos esquecemos que nossa única e exclusiva função é adorá-lo, de coração grato, confiando, orando e testemunhando. E isso, seja qual for a situação. Para as mulheres, cabe aí o princípio da submissão. Devo ser submissa a um marido incrédulo? Claro que sim. Se ele proibi-la de ir à igreja, não vá; ore. Se você crê que Deus pode ouvir sua oração e mudar isso, já que Ele é o maior interessado, então não terá problemas em agir assim (um pastor falou certa vez que jamais trocaria sua família pela igreja e Deus por sua família; sendo assim, a ordem de prioridades deve ser Deus, sua família e só então a igreja). Aos maridos, valem os mesmo princípios. Ame sua esposa incrédula, mesmo que ela não seja como aquela mulher virtuosa de Provérbios... Ame como Cristo amou a igreja, e então, seu amor destruíra todas as barreiras. "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35).
Dicas práticas Se seu cônjuge fala coisas imorais, deprecia sua fé ou age de uma maneira que você sabe não ser aprovada aos olhos de Deus, o que você faz? Briga, discute, chora, aproveita para dar um sermão? Pois veja estes conselhos de Gary Oliver, especialista na área familiar e autor de livros e artigos sobre o assunto: Rosana Salviano |